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Dinheiro público
Madrasta do prefeito de São Gonçalo será investigada por compra milionária de terreno
Ex-secretária de Cláudio Pinho pagou R$ 1,8 milhão por espaço que valia R$ 23 mil
Marineide, madrasta do prefeito, chancelou a compra milionária e será investigada
Por : Redação CN7
13/11/18 8:52

O escândalo financeiro e administrativo que atinge a gestão do prefeito de São Gonçalo do Amarante, Cláudio Pinho (PDT), tem mais uma protagonista a ser investigada pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE). A madrasta do gestor, Marineide Clementino Braga, foi a responsável por assumir a aquisição de um terreno particular avaliado em R$ 23 mil e que foi comprado pelo Município pelo valor de R$ 1,8 milhão.

Na época do fato, em 2014, Marineide ocupava o cargo de secretária da Educação do Município, sendo a responsável por assinar a Nota de Empenho em que a Prefeitura adquiriu o terreno de 18,57 hectares pela bagatela de R$ 1,8 milhão, com o objetivo de ser construído no local um Complexo Educacional, conforme o decreto municipal de número 2463/2014.

A hiper-valorização do valor do terreno, com indícios de desvio de verbas públicas, virou escândalo e se tornou objeto de uma apuração do MPCE, que pode levar o prefeito Cláudio Pinho para a cadeia e, cumulativamente, perder o cargo.

O fato foi noticiado, com exclusividade, pelo CN7 na edição desta segunda-feira (12), e revelou que a trama da gestão municipal de São Gonçalo do Amarante começou a ser engedrada ainda em outubro de 2010, quando, de acordo com documentos obtidos pelo portal, o terreno denominado de Campo Alegre foi objeto de uma transação envolvendo a empresa Ômega Empreendimentos Imobiliários  Limitada – ME, que vendeu por R$ 23 mil o terreno à empresa NS – Investimentos e Participações Limitada.

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Na Nota de Empenho avalizada pela então secretária da Educação do Município, um item confirma que a compra do terreno foi quitada com “meios próprios”, isto é, verba tirada dos cofres da Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, sem compartilhamento do Estado ou da União.  O documento assinala também que a aquisição do imóvel ocorreu por meio de licitação.  A transação foi legalizada em documento junto ao Cartório do 2º Ofício de São Gonçalo.

O prefeito ainda não se pronunciou sobre o fato.

 

 

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