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Cid pressiona Camilo por licença na Semace para encobrir crime ambiental
Superintendente da Semace, Ricardo Araújo
Por : Redação CN7
12/06/17 16:35

O ex-governador Cid Gomes (PDT) está pressionando o Palácio do Abolição para se livrar da multa de R$ 6 milhões por construir um condomínio residencial na Área de Proteção Ambiental (APA) da Serra da Meruoca. Cid quer forçar o superintendente da Semace, Ricardo Araújo, a expedir uma licença ambiental para a obra anterior ao último 7 de junho, data em que foi registrada a ilegalidade do empreendimento por equipes do Ibama e do Instituto Chico Mendes, órgão federal responsável pela fiscalização da área.

Ricardo Araújo foi chamado às pressas à Casa Civil do Governo do Estado para dar um jeitinho e liberar a licença ambiental com data anterior à multa e salvar a pele do ex-governador, mas recusou envolver-se em um escândalo que está sendo investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) e prefere ser demitido do cargo. O superintendente foi indicado ainda no governo Cid e mantido pelo governador Camilo Santana (PT).

O próprio Camilo, de olho na reeleição, está evitando embarcar na manobra para salvar a pele de Cid, réu na Justiça Federal acusado de usar o cargo para tomar empréstimos com juros mais baixos no BNB, na mira da Lava Jato por receber, segundo a delação da JBS, R$ 20 milhões em propina em 2014, e prestes a ser alvo de processo por crime ambiental.

Crime Ambiental

Cid e seu sócio, Disraeli Ponte, estavam construindo um condomínio residencial com área total de 14.600 m² na APA da Serra da Meruoca. A obra foi embargada e multada em R$ 6 milhões no último dia 7 de junho após fiscalização. A única documentação da obra é um alvará da Prefeitura de Meruoca. Além da degradação em uma APA, a área que estava sendo construído o condomínio caracteriza uma Área de Proteção Permanente, por se encontrar acima de 800m e em um topo.

Até mesmo a Coelce – hoje Enel – será multada pela instalação, também sem licença ambienta, de uma rede de energia elétrica para atender aos interesses de Cid. O ICMBio ainda investiga denúncia de que a instalação teria sido paga com recursos públicos, entre agosto e outubro do ano passado.

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